UM PANORAMA DE PRESENÇA!

Foram dois anos muito difíceis para toda a sociedade. Particularmente, para nós, da cultura, vimos o trabalho diminuir e a receita praticamente acabar. Cultura é vida, se nutre dos encontros, de experiências presenciais. Por mais que alguns de nós tenhamos dado conta de uma parte do recado pelo mundo virtual, a maioria dos trabalhadores e empresas ligadas à cultura ficou à míngua.

De toda sorte, mesmo um tanto sem norte, nós começamos a ver filmes para a edição de número 17 do Panorama já em março. Foram mais de mil, como de costume. Logo tivemos a confirmação do apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, da Sefaz – Bahia e da Secult-BA, que são nossos parceiros desde 2009 para uma edição on-line.

Com o avanço da vacinação e os números da pandemia cada vez mais baixos, o coração bateu mais forte e o desejo de realizar uma edição presencial cresceu. Graças ao apoio do Instituto Flávia Abubakir, nós poderemos não apenas ver os filmes no Cine Metha – Glauber Rocha, como poderemos conversar com cerca de 50 diretores baianos e de outros estados.

As competitivas baiana e nacional serão exibidas tanto de maneira presencial quanto on-line. Já a competitiva internacional e o Panorama Convida, experiência de sucesso iniciada na edição passada e que relembra a história do festival, terão exibição apenas através do site. As mostras especiais, que este ano homenageiam John Carpenter, cineasta estadunidense, e Alain Gomis, cineasta franco-senegalês, serão exibidas somente no Cine Metha – Glauber Rocha. Em ambos os formatos (presencial e on-line), as sessões terão o valor de R$5,00. Nas sessões presenciais, estudantes de escolas públicas terão gratuidade.

Vamos começar o Panorama com “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, filme emblemático de Glauber Rocha, em cópia lindamente restaurada. No mesmo dia, teremos a primeira sessão competitiva, com exibição de “Edna”, de Eryk Rocha, cineasta que vem desenhando uma das mais sólidas carreiras do cinema brasileiro, além dos curtas “Como Respirar Fora D’água”, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros, e “Eu Espero o Dia da Nossa Independência”, de Brunna Laboissière e Bruna Carvalho Almeida.

No encerramento, vamos celebrar “Samba Riachão”, de Jorge Alfredo. Filme baiano marcante, que foi vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vinte anos atrás e que celebra vida e obra do sambista Clementino Rodrigues, Riachão, que esse ano completaria 100 anos. E teremos “O Pai da Rita”, deliciosa comédia de Joel Zito Araújo.

Vai ser um Panorama incrível, embora menor do que de costume. Menos salas, menos shows, quantidade menor de pessoas. Pois, ainda estamos vivenciando a pandemia. Esperamos que em seus derradeiros momentos. Com responsabilidade e alegria, nós vamos nos ver. Vamos celebrar ao máximo a “experiência cinema” através do que há de melhor no cinema baiano, brasileiro e mundial.

Um belo e esperançoso Panorama para todos!

Cláudio Marques e Marília Hughes

Filmes

Filmes DE ABERTURA

Deus e o Diabo na Terra do Sol
de Glauber Rocha
Brasil, 1964

COMPETITIVA NACIONAL – LONGAS

Madalena
de Madiano Marcheti
Brasil, 2021
MELHOR LONGA NACIONAL – JÚRI APC
MELHOR LONGA NACIONAL – JÚRI BRADA
A Felicidade das Coisas
de Thais Fujinaga
Brasil, 2021
MELHOR LONGA NACIONAL – JÚRI JOVEM
5 Casas
de Bruno Gularte Barreto
Brasil, 2020
MENÇÃO ESPECIAL – JÚRI OFICIAL
MENÇÃO HONROSA – JÚRI APC
Mata
de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes
Brasil/Noruega, 2021
MELHOR LONGA NACIONAL – JÚRI OFICIAL
Edna
de Eryk Rocha
Brasil, 2021
A Matéria Noturna
de Bernard Lessa
Brasil, 2021
Os Ossos da Saudade
de Marcos Pimentel
Brasil, 2021
PRÊMIO ESPECIAL PELA ATUAÇÃO – JÚRI JOVEM
MELHOR LONGA NACIONAL – JÚRI POPULAR
Receba!
de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna
Brasil, 2021

COMPETITIVA NACIONAL – CURTAS

MENÇÃO ESPECIAL – JÚRI OFICIAL
PRÊMIO INDIELISBOA
Sideral
de Carlos Segundo
Brasil, 2021
Céu de Agosto
de Jasmin Tenucci
Brasil, 2021
Como Respirar Fora D’Água
de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Brasil, 2021
MELHOR CURTA NACIONAL – JÚRI OFICIAL
MELHOR CURTA NACIONAL – JÚRI JOVEM
Terra Nova
de Diego Bauer
Brasil, 2021
Angustura
de Caio Sales
Brasil, 2021
Perto de Você
de Cássio Kelm
Brasil, 2021
1325 Quilômetros 227 Dias
de Gustavo de Almeida e Vítor Teixeira
Brasil, 2021
Hawalari
de Cássio Domingos
Brasil, 2021
MENÇÃO HONROSA – JÚRI APC
Matança Popular Brasileira
de Bianca Rêgo
Brasil, 2020
As Vezes Que Não Estou Lá
de Dandara de Morais
Brasil, 2020
Prata
de Lucas de Melo Silva
Brasil, 2020
Eu Espero o Dia da Nossa Independência
de Brunna Laboissière e Bruna Carvalho Almeida
Brasil, 2021
Fragmentos de Gondwana
de Adalberto de Oliveira
Brasil, 2021
Alágbedé
de Safira Moreira
Brasil, 2021
MELHOR CURTA NACIONAL – JÚRI BRADA
Estio_Rito em Lapso
de Alana Falcão, Melissa Figueiredo e Neemias Santana
Brasil, 2021
MELHOR CURTA NACIONAL – JÚRI APC
MELHOR CURTA NACIONAL – JÚRI POPULAR
Memórias Perdidas
de Sabrina Andrade
Brasil, 2021
Os Dias com Você
de Letícia Cristina e Luan Santos
Brasil, 2021

COMPETITIVA BAIANA – LONGAS

Qual a Cor do Trem?
de Rodrigo Carvalho e Deniere Rocha
Brasil, 2020
MENÇÃO HONROSA – JÚRI APC
MELHOR LONGA BAIANO – JÚRI BRADA
Akàrà no Fogo da Intolerância
de Claudia Chávez
Brasil, 2020
MELHOR LONGA BAIANO – JÚRI JOVEM
MELHOR LONGA BAIANO – JÚRI POPULAR
MENÇÃO HONROSA – JÚRI APC
Genocídio e Movimentos
de Andreia Beatriz, Hamilton Borges dos Santos e Luis Carlos de Alencar
Brasil, 2021
MELHOR LONGA BAIANO – JÚRI OFICIAL
MELHOR LONGA BAIANO – JÚRI APC
Açucena
de Isaac Donato
Brasil, 2021
Nós
de Letícia Simões
Brasil, 2021

COMPETITIVA BAIANA – CURTAS

MENÇÃO HONROSA – JÚRI OFICIAL
Via Láctea
de Thiago Almasy
Brasil, 2021
Redundância
de Wayner Tristão
Brasil, 2020
MELHOR CURTA BAIANO – JÚRI OFICIAL
Um Transe de Dez Milésimos de Segundos
de Jamile Cazumbá
Brasil, 2021
MENÇÃO HONROSA – JÚRI APC
Mãe Solo
de Camila de Moraes
Brasil, 2021
Gelo na Chapa – O Terceiro Olho que o Fantasma me Deu
de Ramon Mota Coutinho
Brasil, 2021
MELHOR CURTA BAIANO – JÚRI POPULAR
Voyá
de Fanny Oliveira
Brasil, 2021
MELHOR CURTA BAIANO – JÚRI BRADA
IAUARAETE
de Xan Marçall
Brasil, 2020
Casa de Farinha
de Saulo Sâncio
Brasil, 2021
Meia Lata D’Água ou Lagarto Camuflado
de Plínio Gomes
Brasil, 2020
Maria Quitéria – Honra e Glória
de Antonio Jesus da Silva
Brasil, 2019
Pele Manchada
de Victor Mota
Brasil, 2020
Afeminados
de Charles Morais
Brasil, 2021
Cego_Cidade
de Kauan Oliveira
Brasil, 2021
MELHOR CURTA BAIANO – JÚRI JOVEM
In-Passe
de Claudio Machado e Henrique Filho
Brasil, 2021
MENÇÃO HONROSA – JÚRI APC
Quantos Mais?
de Lucas de Jesus
Brasil, 2020
MELHOR CURTA BAIANO – JÚRI APC
Mamãe!
de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter
Brasil, 2021
Quilombo Corcovado – Ancestralidade
de Rafael Lage
Brasil, 2021
Adé
de Marcelo Ricardo
Brasil, 2021
O Último Grão de Areia
de Marcos Alexandre
Brasil, 2021
Palhaços do Rio Vermelho – O Curta
de Lilih Curi
Brasil, 2021

COMPETITIVA INTERNACIONAL – LONGAS

MELHOR LONGA INTERNACIONAL – JÚRI POPULAR
Libório
de Nino Martínez Sosa
Rep. Dominicana/Porto Rico/Catar, 2021
MELHOR LONGA INTERNACIONAL – JÚRI OFICIAL
The Other Side of the River
de Antonia Kilian
Alemanha, 2021
Libertad
de Clara Roquet
Espanha/Bélgica, 2021
Qué Será del Verano
de Ignacio Ceroi
Argentina, 2021
This Rain Will Never Stop
de Alina Gorlova
Ucrânia/Alemanha/Letônia, 2021
MENÇÃO HONROSA
Night Nursery
de Moumouni Sanou
Burkina Faso/França/Alemanha, 2021

COMPETITIVA INTERNACIONAL – CURTAS

MELHOR CURTA INTERNACIONAL – JÚRI OFICIAL
Rehearsal
de Michael Omonua
Nigéria, 2021
Autoficción
de Laida Lertxundi
Espanha/Nova Zelândia, 2020
MELHOR CURTA INTERNACIONAL – JÚRI POPULAR
I Am Afraid to Forget Your Face
de Sameh Alaa
Egito/França/Catar, 2020
PRÊMIO DESTAQUE PELA DIREÇÃO
Five Tiger
de Nomawonga Khumalo
África do Sul, 2020
Nanu Tudor
de Olga Lucovnicova
Bélgica/Hungria, 2021
Before I Die
de Iker Esteibarlanda
Espanha, 2020
Mudança
de Welket Bungué
Alemanha/Portugal/Guiné-Bissau, 2020
MENÇÃO HONROSA
Bestia
de Hugo Covarrubias
Chile, 2021
À Tarde Sob o Sol
de Gonçalo Pina
Portugal, 2020
The Criminals
de Serhat Karaaslan
França/Romênia/Turquia, 2021
Tears Teacher
de Noémie Nakai
Japão, 2020
Les Attendants
de Truong Minh Quý
França/Cingapura, 2020

MOSTRA ALAIN GOMIS

Aujourd’hui
de Alain Gomis
França/Senegal, 2012
Félicité
de Alain Gomis
França/Bélgica/Senegal, 2017

MOSTRA JOHN CARPENTER

Halloween – A Noite do Terror
de John Carpenter
EUA, 1978
Fuga de Nova York
de John Carpenter
EUA, 1981
Príncipe das Sombras
de John Carpenter
EUA, 1987

PANORAMA CONVIDA

Pela Janela
de Caroline Leone
Brasil/Argentina, 2017
Baronesa
de Juliana Antunes
Brasil, 2017

SESSÕES ESPECIAIS

Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!
de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero
Brasil, 2020
Deus tem AIDS
de Fábio Leal e Gustavo Vinagre
Brasil, 2021

Filme DE ENCERRAMENTO

Samba Riachão
de Jorge Alfredo
Brasil, 2001
O Pai da Rita
de Joel Zito Araújo
Brasil, 2021

ATIVIDADES

Oficina de Crítica
Oficineira: Amanda Aouad
IX PANLAB de Roteiro
Consultoria: Felipe Sholl, Iana Cossoy e Maíra Oliveira
IV PANLAB de Montagem
Consultoria: Marina Meliande

CURADORIA

Cláudio Marques

Curadoria de longas
Competitivas Baiana, Nacional e Internacional

Marília Hughes

Curadoria de longas e curtas
Competitivas Baiana, Nacional e Internacional

Adolfo Gomes

Curadoria de curtas
Competitiva Internacional

Gênesis Nascimento

Curadoria de curtas
Competitivas Baiana e Nacional

João Paulo Barreto

Curadoria de curtas
Competitivas Baiana e Nacional

Rafael Carvalho

Curadoria de curtas
Competitivas Baiana e Nacional

Ceci Alves

Curadoria de curtas
Competitivas Baiana e Nacional

JÚRIS

JÚRI OFICIAL – COMPETITIVA NACIONAL

Leila Bourdoukan
É jornalista e produtora cultural atuando no mercado da indústria criativa desde 1992, quando trabalhou na produção de programas políticos, vídeos institucionais, filmes e eventos. Entre 1999 a 2020, criou, produziu e gerenciou projetos especiais para os cinemas Itaú e distribuidoras Espaço Filmes e Arteplex Filmes. Nos últimos cinco anos vem se dedicando à consultoria para empresas e instituições em busca de promover e distribuir conteúdo brasileiro no Brasil e no mundo, inclusive com passagens pelo Cinema do Brasil e Spcine. Também atua como assessora de imprensa e na avaliação e seleção de projetos para editais e de filmes para festivais.
Mickaël Gaspar
Artista multidisciplinar, completou o Conservatório de Arte Dramática de Paris. Realizou o Mestrado em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais na Universidade Paris 8. Trabalhou como ator de teatro para diversos encenadores, em cinema, televisão e é também bailarino. Paralelamente, realiza curtas-metragens, trabalha como fotógrafo e guionista de cinema. Em 2015, trabalhou como programador da Festa do Cinema Francês e desde 2016 é programador e produtor do Festival de Cinema IndieLisboa.
Pedro Pimenta
Iniciou a sua carreira em 1977 no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique. Desde então, foi produtor, co-produtor e produtor executivo em inúmeros curtas e longas tanto documentário como ficção no seu país, assim como em muitos outros países africanos. Entre 1997 e 2003, Pedro dirigiu o UNESCO Zimbabwe Film and Video Training Project for Southern Africa em Harare. Como parte das suas funções ,criou e dirigiu diversos programas de formação na região. Até 2005, foi membro do Prince Claus Fund Awards Committee dos Países Baixos. Criou e dirigiu o festival de documentário DOCKANEMA em Moçambique, tendo servido como membro de júri em muitos festivais internacionais. Também dirigiu o Durban International Film Festival na África do Sul até 2016. Em 2018, foi nomeado membro da Academia dos Oscares. Desde 2016, é mentor no Ouaga Film Lab, iniciativa que enquadra e apoia jovens cineastas do continente, no desenvolvimento de projectos cinematográficos.

JÚRI OFICIAL – COMPETITIVA BAIANA

Camila Vieira
É jornalista, crítica e curadora de cinema. Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Escreve atualmente na revista eletrônica Multiplot. Faz parte da equipe de curadoria de curtas-metragens da Mostra de Cinema de Tiradentes, desde 2018, e da mostra contemporânea de curtas da CineOP, desde 2019. Integrou a equipe de programação da Semana de Cinema, antiga Semana dos Realizadores, em 2017, 2018 e 2020. Publicou recentemente o livro “Mulheres Atrás das Câmeras: as cineastas brasileiras de 1930 a 2018”, pela editora Estação Liberdade (2019). É integrante da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
Jo Serfaty
É diretora e roteirista. Mestre em cinema pela UFF (2019). Já dirigiu quatro curtas-metragens entre ficção e documentário. Em 2019 estreou seu primeiro longa-metragem, “Um Filme de Verão”, que participou de importantes festivais internacionais e recebeu o prêmio de Melhor Filme no Alternativa Festival de Cine Independiente de Barcelona(2020) e Transcinema, Peru(2020). Passou a integrar a Comissão de Seleção do Documentary Fund Winter Cycle de Sundance e também é tutora de projetos em desenvolvimento do DOC SP. Jo Serfaty também oferece aulas de direção de cinema e escreve projetos de séries e um novo filme de ficção.
Phelipe Caetano
É roteirista, diretor e editor audiovisual. Co-fundador do Macumba Lab, coletivo de realizadores negras do Sul do Brasil. Escreveu, dirigiu e editou o curta “Duas Marias e Milá” (2020) e o webdoc “Família (Trans)dicional BR” (2020), além de ter sido assistente de direção de “Desvirtude” (2020) de Gaultier Lee, eleito melhor curta-metragem gaúcho no Festival de Cinema de Gramado. Integra a equipe de roteiristas da animação “O Pequeno Nico e as Perguntas Gigantes” (em pré-produção). É consultor de roteiro de uma série em desenvolvimento para streaming com direção de Vicente Amorim e também deu consultoria para a série “O Oráculo das Borboletas Amarelas” de Tatiana Naquete exibida na TV Brasil (2018).

JÚRI OFICIAL – COMPETITIVA INTERNACIONAL

Djalma Calmon
É formado em Letras Vernáculas e pelo Curso de Cinema, ambos da UFBA, é formado em Direção Cinematográfica pelo Instituto de Cinema e em Direção de Fotografia pela Tanah. É professor de Literatura, Gramática e Redação há 14 anos. Dirigiu e roteirizou os Curtas José, Sujeito Objeto e A barraca de Capeta. Foi diretor do especial de fim de ano do Canal Tela Preta. Seus últimos trabalhos foram a direção do Especial de Durban para ONU BRASIL, a assistência de direção dos filmes 5 Fitas, Quantos Mais e O medo além da tela. É consultor de roteiro dos filmes O baiano precisa ser estudado e 5 Fitas, contemplados na Lei Aldir Blanc. É professor de roteiro do curso de audiovisual Labcines. Sócio fundador do Coletivo Sujeito Filmes e membro da Ouriçado Produções, onde ocupa as funções de diretor, roteirista e produtor.
Paula Lice
É atriz, diretora, performer e escreve para teatro, cinema e TV. É graduada em Letras, com mestrado em Teorias e Crítica da Literatura e da Cultura e doutorado em Artes Cênicas, todos pela UFBA. Assinou, em parceria, roteiro, co-direção e atuou no curta-metragem “Jessy” (2013) – que deu origem ao reality show “Drag me as a queen”, do qual é co-criadora. Também em parceria, assinou roteiro e direção do longa-metragem “Ridículos”, melhor roteiro no 40 Festival Guarnicê de Cinema. Participou como atriz do longa-metragem “Pinta” (2013), de Jorge Alencar e do curta Estela, de Hilda Lopes Pontes, pelo qual ganhou uma menção honrosa Panorama Internacional Coisa de Cinema 2017. É co-autora da peça, do curta e do longa-metragem de animação “Miúda e o guarda-chuva”. O curta foi realizado através da única edição do ANIMATV, em 2010 e o longa, no qual assina também co-direção, estreou no ANIMAMUNDI, em 2019.
Milena Anjos
É graduada em Produção em Comunicação e Cultura e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia. Roteirista e Produtora da Websérie Punho Negro, premiada como Melhor Ideia Original pelo Rio Webfest 2018. É roteirista da série “Casa da Vó” – realização da Wolo TV. Realizou a produção do documentário “Cine Rio Branco” (2017), e do curta-metragem “Cinco Fitas” (2020). Roteirizou e dirigiu o documentário “Mulheres na Produção” (2018) e o curta-metragem “Transição” (2017). Fez a produção local do lançamento dos longas “Divinas Divas” e “As Duas Irenes” (2017) em Salvador. Entre 2012 e 2014 trabalhou na Assessoria de Comunicação da Diretoria de Audiovisual da Bahia (Dimas). Hoje atua no Núcleo de Produção da Fundação Gregório de Mattos, é também Co-Fundadora da Escolafro – escola de referências negras para as crianças do Subúrbio Ferroviário de Salvador e Podcaster no “Do Nada, um Podcast”.

Júri APC – Competitiva Nacional

Edyala Iglesias
Formou-se em direito pela Ufba, mas era atraída de verdade pelas imagens de cinema. Graduou-se em cinema pela universidade Paris3, Sorbonne-Nouvelle, para lá voltou muitos anos e alguns filmes depois para preparar sua tese de doutorado O labirinto espelhado de Eva: o mito do eterno feminino sobre o poder colonizador das imagens. Seus filmes, dentre eles: À margem, Mão dupla, Era uma vez uma flor, O diário do convento, episódio de Três histórias da Bahia e No coração de Shirley tratam da exclusão. No Rio de Janeiro, em 1986, participou da criação do Coletivo de mulheres de Cinema e Video, primeira organização feminista no âmbito do audiovisual brasileiro. No momento, vive entre o Brasil e a Suécia, com períodos na França. Batalha a edição de livro baseado nas pesquisas acadêmicas desenvolvidas nos últimos anos e na sua experiência de produtora/consumidora de imagens.
Henrique Dantas
É diretor, roteirista e diretor de arte. Entre os seus trabalhos estão o longa-metragem, “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, o curta doc “Ser Tão Cinzento”, o curta ficção “A Bicicleta do Vovô”, o longa documentário, “Sinais de Cinza, A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade”, o longa documentário “A Noite Escura da Alma” e o mais recente, “Dorivando Saravá, O Preto que Virou Mar”, além da série de ficção “A Bicicleta do Vovô”.
Norlan Silva
44 anos, é professor, diretor e produtor de cinema e audiovisual soteropolitano, com 25 anos de experiência à frente da Prisma Vídeo, produtora e distribuidora de conteúdos e propriedades intelectuais para multiplataformas com atuação em Salvador, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Foi produtor executivo do documentário “Zirig Dum Brasília” (2014), vencedor do Festival de Brasília. Dirigiu os documentários “Na Trilha de Lampião” (2009), “Cabeça de Lampião” (2010), “Síndrome de Clown” (2018), co-produção com Canal Futura e vencedor do Chamado Público de Documentários pela Fundação Roberto Marinho. Produziu as séries documentais “Palhaças do Mundo” (2016) e “Filhos da Terra” (2019), finalista do Prêmio Rodrigo de Melo Franco, do IPHAN. Foi presidente da Associação dos Documentaristas e Curta-Metragistas – ABD-DF (2014-2015). Foi secretário executivo e vice-presidente do Congresso Brasileiro de Cinema-CBC (2014-2017). Atualmente, faz parte da diretoria colegiada da Associação dos Produtores e Cineasta da Bahia-APC (2021-2023), finalizando o documentário “Minha Mãe é Palhaça” e também co-realizando a série documental de animação “Tamoyos: a história dos brasileiros”.

Júri APC – Competitiva Baiana

Solange Moraes
Produtora, graduada em Cinema pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. Sócia da Araçá Filmes, produtora com mais de 40 filmes, entre curtas, documentários e longas-metragem. Possui mais de 30 anos de experiência com cinema e audiovisual. Seu mais recente lançamento, o longa Longe de Paraíso (2020) dirigido por Orlando Senna, acaba de ganhar o prêmio de público como Melhor Filme no Festival de Brasília. Foi presidente da Associação Brasileira de Documentaristas – ABD Nacional, entidade que existe nos 27 territórios brasileiro, membro titular do Conselho Superior de Cinema, nos governos 2008/2012, do Conselho Nacional de Políticas Culturais – CNPC e do Conselho de Cinema da Secretaria do Audiovisual – SAV. Atualmente, finaliza um longa: A Pelé Morta, rodado no Brasil e na América Latina, previsto para 2022 e lança o Nina nós cinemas do Brasil.
Daniele Canedo
É mãe, capoeirista, produtora, gestora cultural e pesquisadora. É doutora em Cultura e Sociedade pela UFBA e em Mídia e Estudos da Comunicação pela Universidade Livre de Bruxelas, com pós-doutorado em Comunicação e Economia (UFS) e em Administração (UFBA). É professora da UFRB, onde está na Coordenação de Cultura e Universidade da Proext. Também é pesquisadora e coordenadora do Observatório da Economia Criativa da Bahia. Atua como conselheira representante do audiovisual no Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador e da Associação de Produtores e Cineastas da Bahia (APC).
Priscilla Andreata
É doutora em Ciências Sociais pela UFBA, escritora, roteirista, pesquisadora e sócia da produtora Baião de Dois. Autora de argumentos e roteiros de micro séries exibidas pela TV, como “Causos do Futebol” e “Caymmi 100 anos”, do curta “Futebol Além dos Sentidos”, do telefilme “Desatando Nós” e do “Novo Dentro Profundo”, vencedor do Festival Arte como Respiro/Itaú Cultural 2020. Semifinalista do Cabíria Festival 2021 com o roteiro do piloto da série “Na Trilha do Samba”, está trabalhando na pesquisa e roteiro do doc de longa-metragem “Roque Ferreira – O Samba é a Minha Oração”, que será produzido em 2022.

Júri BRADA – Competitiva Nacional

Larissa Nepomuceno
É Pesquisadora Cinematográfica, Roteirista, Documentarista e Diretora de Arte. Membra da APAN e da BRADA, formada em Cinema pelo Centro Europeu, em Artes Visuais pela UFPR e Mestre em educação pela mesma universidade. Tem interesse em pautas identitárias e direitos humanos. Dirigiu os premiados “Megg – A Margem que Migra para o Centro”(2018) (recebeu 8 prêmios e 3 menções honrosas), e “Seremos Ouvidas” (2019) (recebeu 7 prêmios em 6 menções honrosas, incluindo o 10+ filmes brasileiros favoritos do público no 32° Curta Kinoforum). Está desenvolvendo uma série documental sobre feminismo surdo e trabalhando na pré-produção de seu novo filme, sobre mulheres negras no mercado de trabalho. Além de dirigir e roteirizar, tem também experiência no departamento de arte, assistência de direção e montagem.
Séphora Silva
Arquiteta e urbanista pela UFPE desde 1991. Fez Formação e Capacitação Audiovisual pela Universidade de Guadalajara/México (1996) e pós-graduação em Arquitetura e Light Design (2016). É cineasta desde 1994. Dirigiu e roteirizou os curtas “Sihem” e “A Felicidade Não É Deste Mundo”. Assina a direção de arte dos longas “Amores de Chumbo”, de Tuca Siqueira, “Recife Assombrado” (Adriano Portela) e da série de TV “Suplicium” ( Andre Pinto/Henrique Spencer), além de vários curtas-metragens. Também faz cenografia e figurinos para teatro, expografia, light design. Ganhou prêmios de direção de arte com o longa “Amores de Chumbo”, com os curtasmetragens “Maria e “A felicidade não é deste mundo” e como figurinista com o curta “Edney”.
Carol Tanajura
É Diretora de Arte e Cenógrafa. Graduada em Arquitetura pela UFBA com especialização em Direção de Arte para Cinema e TV Universidade Estácio de Sá (RJ). Como Diretora de Arte realizou diversos projetos como os longas: Pinta (2013), Comeback (2016), A Finada Mãe da Madame (2016), Sem Descanso (2019), A Cidade do Futuro (2016), Guerra de Algodão (2018) e Longe do Paraíso (2019). Em 2018 começa a investir em seu Projeto de Formação, a Oficina Contínua de Direção de Arte,no intuito de formar mão-de-obra para o mercado de trabalho e fortalecer a importância da Direção de Arte no Audiovisual. Em 2020 realizou 2 edições virtuais e no início de 2021 uma versão mais robusta envolvendo cerca de 20 profissionais. Com a pandemia e a necessidade do Isolamento Social, se aproxima do universo das redes sociais. Reconfigurou o espaço Tanah para ele ganhar força virtualmente, realizando cursos, debates e outras atividades culturais.

Júri BRADA – Competitiva Baiana

Silvia Macedo
É arquiteta com mestrado em teoria da arquitetura e urbanismo pela USP e trabalha desde 2004 no departamento de arte e produção audiovisual. Atualmente, ela está desenvolvendo seu projeto de doutorado na Universidade de Reading – Inglaterra sobre o tema: direção de arte e identidade visual no cinema pernambucano. Como estudo de caso, a pesquisa compreenderá um conjunto de 5 filmes em que a direção de arte define uma estética cinematográfica distinta. O objetivo do projeto é sublinhar a importância do conceito de direção de arte e identidade visual e o papel do diretor de arte no cinema, mostrando o quão crucial são para a análise da estrutura da imagem cinematográfica. Silvia iniciou seu contato com o cinema como produtora de objetos no filme Cinema, Aspirinas e Urubus de Marcelo Gomes. Posteriormente, começou a trabalhar com produção e como direção de arte, ganhando um prêmio de melhor direção de arte no Festival de Cinema do Recife CINE-PE com o filme Rapsódia para um homem comum, de Camilo Cavalcante.
Tainá Xavier
É doutoranda em Cinema e Audiovisual no PPGCINE da Universidade Federal Fluminense. Possui graduação em Comunicação Social – Cinema pela Universidade Federal Fluminense (2004) e mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). Atualmente é diretora financeira do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual e professora do magistério superior da Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM Rio. Criou o projeto de extensão Dar a Ver – Núcleo de estudo e formação em funções de apoio à direção de arte audiovisual na UNILA, onde foi professora efetiva de 2014 a 2021. Atua na área audiovisual desde 1996, assinou direção de arte e participou da produção de arte de diversas obras, entre programas de TV, filmes de curta e longa metragem e séries. É mãe.
Débora Pascotto
Formou-se em Cinema pela Universidade FAAP e estudou fotografia na Universidade de Arte e Design Emily Carr, em Vancouver. Desde 2011 atua na área e, a partir de 2014, passou a assinar a direção de arte de projetos de ficção, publicidade e videoclipes. A exemplo, destacam-se: o curta-metragem “The Cosmic Dope”, selecionado para o Staff Pick do Vimeo (2016); “Jackie and the Beantcoinstalk”, curta-metragem selecionado pelo SXSW (2017); o videoclipe “Nave”, de Xênia França, que concorreu à Melhor Direção de Arte no Music Video Festival Awards 2019; o clipe “Vai Render”, de Letrux, que venceu como Revelação no Music Video Festival Awards 2019, além de conquistar a categoria New Talent, no Festival Ciclope – América Latina 2020.

JÚRI JOVEM – COMPETITIVA NACIONAL

João Victor Guimarães de Jesus Gomes
Júlia Lelli
Gabriel da Fonseca Mayer
Maria Luiza Costa Sucar dos Anjos
Marina Sena Dias

JÚRI JOVEM – COMPETITIVA BAIANA

Júlio Martinez de Mendonça
Cleiton de Assis Silva
Renon Caetano Rybka
Thaís Regina Prado Ribeiro
Catarina Monteiro Litieri

APOIOS

Institut Français
Bucareste Ateliê de Cinema
Naymovie
Griot Filmes
MD Filmes
Mistika

PATROCINADORES E REALIZAÇÃO

Coisa de Cinema
Instituto Flávia Abubakir