Selecionados - Laboratório de Montagem

A grade (Documentário)

Sinopse: 

A Grade é um filme que tem como pressuposto inicial acompanhar a experiência cotidiana dos moradores de uma APAC, um tipo específico de reclusão de liberdade em que os recuperandos (como os presos são chamados nessas instituições) assumem a manutenção do espaço, o controle das próprias atividades e de sua segurança, além de apontarem as prioridades e levantarem os meios para a execução de planos. Na instituição, são 41 apenados no regime fechado. O trabalho é valorizado enquanto fator enobrecedor e a educação é uma regra, afinal todos lá são obrigados a estudar. Em dado momento, se tem o anúncio, por parte da direção, que virão mais 47 novos apenados do presídio comum para lá. Como a rotina no local será afetada?

Diretor:

Lucas Andrade varia suas atuação no audiovisual entre o ensino, ministrando diversos cursos de montagem e algumas oficinas de realização, e a prática cinematográfica, já tendo atuado como montador e diretor de fotografia em diversos trabalhos e em alguns momentos tendo também como diretor. Como professor, ministrou disciplinas de montagem na Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu e na Academia Internacional de Cinema, além de propor, junto com Tomaz Viterbo e Pedro Lessa, a mostra “Periferia da Imagem”, realizada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Com um trabalho ligado à cinefilia e aos direitos humanos, Lucas trabalha atualmente no Projeto Imagens em Movimento, cujo método se baseia em duas linhas de ação intrinsecamente ligadas: a análise e a realização de filmes em escolas públicas do Rio de Janeiro. A Grade é o primeiro projeto de Longa metrage de Lucas e varia as práticas propostas de ensino da arte com premissas simples que instigam a experimentação das múltiplas possibilidades do cinema e fazem parte da pesquisa de mestrado do proponente no programa de Artes da UERJ (PPGArtes), com o intuito de realizar um estudo audiovisual sobre a reclusão de liberdade.

Montador:

Giuliano Gerbasi é montador, diretor e produtor. Formado em Rádio e TV pela UNESP e mestrando do Programa de Pós Graduação em Mídias Criativas da UFRJ – ECO, trabalha com edição em comerciais, videoclipes, filmes-concerto, curtas e longas-metragem, além de dirigir e produzir seus próprios projetos. É professor do curso livre de edição cinematográfica da Academia Internacional de Cinema (RJ). Formado em Rádio e TV pela UNESP, dirigiu e montou seu primeiro curta-metragem em 2008, exibido em Gramado e em outros festivais. Nos anos seguintes trabalhou com edição em comerciais e filmes concerto, além de dirigir e montar videoclipes e institucionais. Em 2016 dirigiu e editou a série de 35 episódios “Guilherme Arantes – As histórias”, sobre a extensa carreira do compositor, lançada em 2018. Neste ano montou “Desterro” de Caroline D’Ávila e Sandro Langer e realizou o documentário “Comissão de Defesa de Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ – 10 anos de luta”, junto a Ricardo Fogliatto e Lucas Andrade. Em co-direção com Wally Araújo realizou “Amanhã”, curta-metragem experimental que esteve na abertura da Mostra do Filme Livre 2019. No mesmo ano dirigiu o média-metragem “Uma Virada de Cores”, filme sobre o projeto social de mesmo nome que promoveu oficinas de grafite para jovens em Heliópolis, São Paulo. Desde 2015 é professor da Academia Internacional de Cinema, continua a trabalhar com montagem e direção e finaliza o longa-metragem “Supercordas Rumo à Terra Sem Mal”.

A pele morta (Ficção)

Sinopse: 
A PELE MORTA é a trajetória de personagens em constante reinvenção. A bordo de um antigo caminhão de mudanças, um drama cinematográfico em plena estrada, onde a paisagem natural e social são tão personagens como os indivíduos que a atravessam: três almas inquietas que buscam romper com seus destinos, do Brasil ao Paraguai e à Bolívia, pelas veias abertas do coração da América do Sul. https://apelemorta.wixsite.com/site


Diretores: 

Denise Moraes cursou Cinema e Audiovisual na Universidade Paris VIII, na França, mestrado e doutorado na Universidade de Brasília. Desde 2010 é professora de Cinema e Audiovisual na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília – UNB. Roteirizou e dirigiu os filmes de curta metragem “Memória de Elefante”, “Filme triste”, “Um pingado e um pão com manteiga”, selecionados e premiados em festivais nacionais e internacionais, além de trabalhar como assistente de direção no cinema brasiliense. Foi produtora executiva dos curtas metragens: Censurado, Nuovo Cine Drive-In, Constância, de Tainá Pontes, Fim de Sessão, Vida Pregressa e O guia do jovem cineasta, realizados em homenagem aos 50 anos do Festival de Cinema de Brasília. Co-dirigiu o filme de longa metragem “A Pele Morta” produzido pela Araça Filmes, além de dirigir o documentário de longa metragem “Tudo nosso, nada deles”, em fase de finalização. 


Bruno Torres nasceu em Brasília em 01 de outubro de 1980. Dirigiu quatro curtas metragens que juntos conquistaram mais de 80 prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema. Foi produtor do curta metragem MEU AMIGO NIETZSCHE, que conquistou o prêmio de melhor filme pelo júri popular, e o prêmio “Fernand Raynaud”, no Festival International Du Court Métrage à Clermont Ferrand. Vale ressaltar que o único outro filme brasileiro a ganhar este prêmio foi o clássico “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado. Em 2020, Bruno Torres finalizou o longa “A Espera de Liz”, filme em que além de produtor é diretor. Além dos já citados, trabalhou em mais de 40 filmes em funções distintas, e foi ator em mais de 30 obras audiovisuais, entre curtas longas, novelas e séries.


Montadora:

Guta Pacheco nasceu em São Paulo, em 1980. É montadora de filmes desde 2007, trabalhando com ficções, documentários e séries de TV. Entre seus projetos, destacam-se os documentários Diz a Ela que Me Viu Chorar (2019) que ganhou o prêmio de melhor filme no 8º Olhar de Cinema e o prêmio Des Bibliothèques do Cinéma du réel 2019 (França); Jair Rodrigues – Deixa que Digam (2020); e Homens, Máquinas e Deuses (2008); a série de TV O Casamento do Casal Neura (2010); e o longa-metragem A Canção de Baal, que ganhou o prêmio da crítica no Festival de Gramado de 2009. Dirigiu o documentário Na Rua (2015) para a TV Al Jazeera e co-dirigiu com o coletivo casadalapa a série Enquadro 5×5 (2016). É formada em Jornalismo e fez especialização em Montagem Cinematográfica pela Escuela Internacional de Cine e Television, de Cuba.

Corpos invisíveis (Documentário)

Sinopse: 

O documentário “Corpos Invisíveis” se propõe a discutir o racismo, herança do passado escravocrata brasileiro, como estruturante da invisibilização e inviabilização dos corpos negros femininos – somando-se a isso o machismo e a misoginia, que também são estruturantes das relações sociais brasileiras. Desse modo, o corpo da mulher negra é tomado como espaço de resistência, de enfrentamento e afrontamento, na medida em que ele resiste em existir, mesmo hostilizado, discriminado, vilipendiado, invisibilizado. O filme apresenta entrevistas de oito mulheres negras – entre elas, Stephanie Ribeiro, Luana Xavier, Dani Ornellas, Carolina Rocha, entre outras –, que são mães, artistas, ativistas, militantes, pesquisado-ras, periféricas, famosas e não famosas, que compartilham suas experiências pessoais e, em muitos aspectos, coletivas. Toda a narrativa é permeada, cadenciadamente, por performances de dança afro e contemporânea de artistas negras e textos em voice over que introduzem cada uma das temáticas abordadas no filme. Entre as temáticas estão a invisibilidade da mulher negra nos espaços públicos, memória coletiva, iden-tidade e ancestralidade, os estereótipos e mitos em torno da figura mulher negra, criados a partir do olhar colonizador, solidão da mulher negra enquanto fenômeno social, relativização afetiva, ma-ternidade precoce e compulsória, maternidade solo, sexualidade, saúde emocional, racismo, machismo, objetificação e hipersexualização.

Diretora

Quézia Lopes é bacharela e licenciada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e bacharela em Comunicação Social (Relações Públicas) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Diretora, Roteirista, Produtora e Montadora, com obras selecionadas em mostras e festivais nacionais e internacionais, seleção oficial no Festival Dadasaheb Phalke International Film Festival (DPIFF, 2019), na Índia, e no Benton Park Film Festival (2019), no Missouri (EUA); finalista na categoria de Melhor Curta Metragem do 12º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema e TV (2018); uma das cinco finalistas brasileiras no Faciuni – Festival Acadêmico de Cine Universitário Internacional 2019, entre vários outros. Assistente de Produção Executiva freelancer na Encantamento Filmes. Produtora freelancer. Curadora no VII Frapa – Festival de Roteiro de Porto Alegre (2019) e no II Rota – Festival de Roteiros Audiovisuais (2018). Associada APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro. Para 2021, prepara o documentário em longa metragem Corpos Invisíveis, sobre a invisibilidade e invisibilização social dos corpos negros femininos, no qual assina Roteiro, Direção e Produção/ Produção Executiva.

Montadoras: 

Natara Ney é formada em jornalismo pela PUC-PE, cursou Teoria da Montagem na Universidade de Brasília. Após sua formação em Jornalismo, Natara fez cursos de roteiros e de produção. Em 2010, escreveu e dirigiu o curta “Um Outro Ensaio”, premiado nos festivais de Gramado, Festival do Rio e Triunfo. Assinou o roteiro dos documentários: “Mistério do Samba”, “Abolição”, “Além Hamlet’ e “Divinas Divas”. Estreia na direção de longas metragens com os filmes “Cafi” e “Espero que Esta te Encontre e que estejas bem”.

Formada em cinema pela UFF, Ligia Arruda combina imagens e sons para expressar emoções e questões do campo do sensível. Defende o audiovisual como uma ferramenta para construção de narrativas em prol dos direitos humanos. Atua, desde 2010, como assistente de edição e atualmente faz sua transição para a montagem. Entre seus trabalhos mais recentes estão a montagem do longa-metragem “Perda” dirigido por Viviane D’Ávilla, a montagem do primeiro episódio da segunda temporada da série “A Divisão” dirigido por Vicente Amorim e Rodrigo Monte e a assistência de montagem dos filmes “Duetto” de Vicente Amorim e “Quem vai ficar com Mário?” de Hsu Chien.

Oeste outra vez (Ficção)

Sinopse:

Em uma região remota no centro-oeste do Brasil, homens brutos e emocionalmente frágeis lutam entre si pelas mulheres que amam. A violenta disputa gera uma perseguição que se desloca cada vez mais para dentro de um sertão profundo.

 

Diretor:

Erico Rassi, cineasta, é diretor e roteirista do longa metragem “COMEBACK”, lançado em 2017, premiado no Festival do Rio 2016 com o prêmio de Melhor Ator para Nelson Xavier, e no Festin Lisboa 2017 com os prêmios de Melhor Filme pela Critica e Melhor Direção pelo Juri. Atualmente trabalha na pós-produção do western “Oeste Outra Vez”, filmado em 2019, e no desenvolvimento dos projetos “Detetive”, “Pilatos”, “Meio Oeste” (longa ficção) e “Velho Oeste” (série ficção). Erico iniciou  sua carreira  em 2003 com o curta-metragem “Sexo com Objetos Inanimados”. Assinou um total de cinco curtas, com os quais ganhou mais  de 30 prêmios em festivais nacionais e internacionais.

 

Montador:

Leopoldo Joe Nakata, editor, nascido em 1978, formado em publicidade na USP e em cinema na EICTV – Cuba, onde retorna esporadicamente como orientador de edição de documentários. Como editor trabalhou em mais de dez longas metragens, entre ficção e documentários, entre eles: “Entre Vales”, de Philippe Barcinski; “Comeback”, de Érico Rassi; “Meus Quinze Anos”, de Carol Fioratti; “Piripkura” de Marina Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge, vencedor do Festival do Rio e prêmio especial no IDFA; “El Cuarto de los Huesos” e “Maria em terra de ninguém”, de Marcela Zamora, uma coprodução Espanha/México/El Salvador, vencedor de mais de 16 prêmios internacionais; “A Margem da Paisagem”, de Eliane Caffé; e recentemente finalizou a edição de “A Menina que matou os pais” sobre a Suzane Richtofen. Editou séries para televisão como “Que Monstro te Mordeu”, de Cao Hamburguer, “Unidade Básica”, de Carlos Cortez e Carol Fioratti, “Teimosia da Imaginação”, de Hilton Lacerda. E trabalhou também em outros projetos multimídia para o Museu do Futebol, Museu da Língua Portuguesa e a Exposição Bossa na Oca, todos dirigidos por Carlos Nader, e para o Museu do Amanhã, produzido pela O2 Filmes, com direção de Ricardo Laganaro.

 

 

O Samba que Mora Aqui (Documentário)

Sinopse:

O Samba que Mora Aqui revela as raízes do samba a partir do seu toque matricial, oriundo da diáspora africana, até os quintais batucados da Bahia. Conecta o ambiente festivo com o sagrado para desvendar o mistério do ritmo que é símbolo da resistência negra no Brasil.

Diretor:

Vítor Rocha é diretor, roteirista e produtor executivo na Caranguejeira Filmes, produtora da qual é sócio. Realizou, principalmente, as séries O Samba que Mora Aqui e Aprender a Sonhar, com novos episódios em produção, e o telefilme Bolívia para além de Evo Morales. Também realiza a série de animação Dias de Tempestade e o longa-metragem Aqui também é meu lugar. Formado em Comunicação Social (UFBA), cursou Direção na Escuela de Cine y TV Septima Ars (Madri).

Montador:

Pedro Santana é sócio da Caranguejeira Filmes e montou, principalmente, as séries O Samba que Mora Aqui (comontagem com Vítor Rocha) e Aprender a Sonhar, além do telefilme Bolívia para Além de Evo Morales. É diretor de imagem da Bahia Vídeo, da Rede Bahia, onde dirige peças institucionais e autorais. Formado em Produção Cultural (UFBA) e Publicidade e Propaganda (Unifacs), participou de talheres de montagem na Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV) de Cuba.

 

Peixe (Híbrido)

Sinopse:

“PEIXE” é um filme que atravessa a obra artística de Luís Capucho. Apresenta a história de um artista que sobreviveu ao tempo em que o vírus HIV representou o estigma de morte, e construindo uma obra pósdoença de força poética surpreendente e singular, superpassa as sequelas físicas que o deixaram mudo e sem parte dos movimentos do corpo até sua recuperação de hoje. Uma narrativa autobiográfica ficcional de uma arte visceral e singela.

Diretor: 

Rafael Saar é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da UFF e graduado em Cinema na mesma universidade. Dirigiu 4 curtas-metragens, entre eles Depois de tudo, com Ney Matogrosso e Nildo Parente, vencedor de mais de 10 prêmios, como Melhor Ator para Nildo Parente no Festival de Brasília, e Melhor filme estrangeiro nas Jornadas Argentinas de Cine y Video Independiente. “Homem-ave” foi exibido em diversos festivais e integra a mostra itinerante “El roce de los cuerpos” organizada pelo Museu Reina Sofia. Foi assistente de direção e pesquisador do filme “Olho nu”, de Joel Pizzini, sobre o cantor Ney Matogrosso, com o qual ganhou em 2012 no Festival de Brasília o prêmio Marco Antônio Guimarães, pelo seu trabalho de pesquisa. É montador de “Barretão” (2019, dir. Marcelo Santiago), documentário sobre Luiz Carlos Barreto e comontador do curta-metragem “Mar de Fogo” (2015, dir. Joel Pizzini) que integrou a competição oficial do Festival de Berlim. Seu primeiro longa-metragem “Yorimatã” estreou nos cinemas em 2016 e foi premiado em diversos festivais, destacando-se prêmios de Melhor Filme pelo júri e pelo voto popular no In-Edit 2015.

Montador: 

Luciano Carneiro é montador formado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense, onde também realizou uma pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual. Como montador realizou diversos trabalhos em curtas-metragens exibidos em festivais nacionais e internacionais, dentre eles Experimentando o Vermelho em Dilúvio (2017), de Michelle Mattiuzzi, exibido no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam; e Inconfissões (2018), de Ana Galizia, vencedor do prêmio Edt. de Melhor Montagem no 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Atuou ainda como montador na websérie O Vampiro de Niterói (2020), da UOL/MovDoc; e nos longas-metragens A Revolução é o Meu Pau Mole (2020), de Luís Carlos Alencar, e Peixe (2021), de Rafael Saar (em processo de finalização).